Tentando entender o amor através da ciência


Desde ontem os blogs e redes sociais de todo o mundo estão repercutindo este belo vídeo abaixo, um experimento da fotógrafa Tatia Pllieva com 20 voluntários desconhecidos experimentando o primeiro beijo. Com muita sensibilidade, o filme consegue demonstrar várias nuances do comportamento humano neste momento crítico da espécie, da completa timidez à sensualidade mais intensa. Os detetives virtuais (sempre de plantão) já descobriram que o vídeo é uma ação de publicidade – o famoso “viral” – da grife que veste a todos no vídeo, mas ainda assim o resultado são cenas encantadoras:

A literatura e a música, dentre tantos outros elementos da nossa cultura, tentam constantemente descrever a sensação (alguns diriam “sintomas”) de estar apaixonado. Que o diga Eça de Queirós, escritor português que foi popularizado em um hit da cantora Marisa Monte, com um trecho da obra “O Primo Basílio” na voz de Arnaldo Antunes:

“… tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”

Ou mesmo Luan Santana, astro do sertanejo universitário, em sua música “Adrenalina”, em que fica ainda mais evidente como o amor provoca efeitos semelhantes aos de substâncias entorpecentes:

“Meu coração tá disparado
Meu corpo tá viciado
Nessa louca adrenalina que me faz arrepiar
Meu sangue ferve nas veias quando você me incendeia (…)”

Mas será que o cérebro e o corpo humano reagem mesmo desta forma ou tudo não passa de um enorme exagero dos apaixonados?

A ciência, claro, entra em campo para explicar o que acontece quando o cupido acerta uma de suas flechas em cheio no seu coração (ative as legendas em português):

Só que esta euforia quase irracional que arrebata o peito quando despertamos para um novo amor não dura para sempre. Por mais apaixonado que um casal possa ser, a rotina do relacionamento e as adversidades da vida sempre podem estremecer a ligação entre duas pessoas. E mais uma vez, a ciência pode ajudar a tentar entender os segredos de uma relação saudável e duradora!

Confira alguns dados interessantes neste infográfico criado pelo site Happify:

Com tanta ajuda científica até clipes de papel podem descobrir o amor!

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