Por que é tão difícil perder o sotaque?

Trabalho fonoaudiológico especial e estudos linguísticos tornam possível amenizar ou até mesmo eliminar um tipo de sotaque

A forma como falamos é determinada pelos movimentos da boca e da língua, que modificam o som da voz. O sotaque, por sua vez, nasce de fatores culturais e da mistura de povos de uma determinada região. “A história da população nativa local nos ajuda a entender as formas diferentes de falar o mesmo idioma”, afirma a fonoaudióloga Andréa Liboni Sarinha, do Hospital Israelita Sírio Libanês.

No interior de São Paulo, por exemplo, o “r” acentuado tem origem no jeito de falar dos índios tupis. Já no Rio de Janeiro, segundo os historiadores, o  “s” chiado, que parece um “x”, nasceu com a transferência da família real portuguesa para a cidade, em 1808. E em Santa Catarina, o sotaque cantado mais forte tem influência direta da imigração de portugueses da ilha de Açores.

Sendo assim, fica difícil perder o sotaque devido à bagagem cultural que envolve a fala. Contudo, a fonoaudióloga conta que é possível amenizar ou até mesmo eliminar um tipo de sotaque com trabalho fonoaudiológico e com estudos linguísticos regionais e culturais. Uma boa maneira para isso é realizar exercícios que proporcionem alterações na qualidade vocal (que é o som que escutamos ao falar), na articulação das palavras, nos fonemas e na melodia da fala.

Pergunta enviada por Lucas Garcia.

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