Polvos conseguem mexer os tentáculos de forma independente

Octopus vulgaris
O cérebro do polvo Octopus vulgaris é considerado mais simples do que o dos humanos, mas eles têm mais habilidade em controlar os seus membros de forma independente.

Para estudar melhor esse talento nato, um grupo de cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém resolveu gravar um vídeo quadro-a-quadro com um polvo para ver como ele fazia para se deslizar pelos objetos.

A conclusão é que toda essa destreza está ligada à simetria radial (o animal pode ser dividido em mais de duas partes, que se repetem) dos tentáculos do molusco.

A seta verde marca para onde o polvo está indo, enquanto a azul mostra para onde ele vai se arrastar

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No vídeo, dá pra ver que o polvo primeiro coloca os tentáculos no chão e depois os alonga. Enquanto isso acontece, ele impulsiona o corpo para o outro lado, longe de onde seus membros encostam na superfície.

Além disso, as setas nos mostram que esse animais são capazes de mudar a direção sem ajustar o eixo principal do seu corpo, sugerindo que essas duas habilidades sejam controladas de modo independente pelo cérebro.

Os cientistas também descobriram que o andar do polvo não segue nenhum ritmo, diferentemente do que acontece com humanos ou insetos, que possuem redes neuronais específicas para esse tipo de movimentação.

Esses resultados, publicados na última quinta-feira (16) na Current Biology, são importantes para o design e programação de robôs modernos, que são inspirados nos seres vivos.

Fonte: Science Magazine 

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