Micróbio prefere comida espacial

Archaea cluster. Fonte: TETYANA MILOJEVIC
Partícula de meteorito com as Archaea bem no meio (são os pontinhos bem pequenos, mais iluminados, na figura)

Alguns micro-organismos gostam de viver em condições extremas e esse é o caso da Metallosphaera sedula.

Encontrada originalmente em 1989 ao redor das piscinas quentes de ácido sulfúrico em volta do vulcão Vesúvio, ela consegue energia com a oxidação de metal e vive super bem a 73ºC (temperatura em que os humanos estariam praticamente derretidos!).

Mas um estudo da Universidade de Viena, apresentado na última quinta-feira (16) durante o encontro anual da União Europeia de Geociências, mostrou que essa espécie de Archaea prefere comer poeira espacial aos metais encontrados na Terra.

O trio de pesquisadores deu uma mistura de pó de meteorito para as M. sedula e observou quanto elas conseguiam comer. Em duas semanas, elas tinham acabado com toda a mistura intergaláctica e só dois meses depois conseguiram terminar sua comida terrestre, mostrando que elas ficam muito mais satisfeitas com as amostras de outro mundo.

Os resultados podem ajudar na mineração de asteroides, prática ainda incomum, mas que poderá ajudar em avanços tecnológicos futuros porque esses corpos celestes contém metais cada vez mais raros na Terra, como ouro e prata.

Fonte: Science Magazine

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