Como a água quente pode ajudar no controle de espécies invasoras

Você sabia que esse crustáceo é uma espécie invasora no Reino Unido?
Você sabia que esse crustáceo é uma espécie invasora no Reino Unido?

Espécies invasoras são aquelas que vivem em um lugar diferente de seu ambiente original, causando prejuízos incalculáveis à economia e biodiversidade. No entanto, um simples balde de água quente pode ajudar a combater esses seres indesejados.

A pesquisa, publicada no final de março de 2015 pela Springer, utilizou quatro tipos de animais (o camarão D. villosus, o crustáceo Hemimysis anomala, o mexilhão-zebra Dreissena polymorpha e a lagosta Pacifastacus leniusculus) e mais três espécies de plantas (Hydrocotyle ranunculoides, Lagarosiphon major, Crassula helmsii e Myriophyllum aquaticum).

O mexilhão zebra se reproduz muito rápido e pode entupir tubulações de água
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Os cientistas testaram a mortalidade desses seres em diferentes condições, que incluíam um banho de água quente, a mais ou menos 45ºC. Depois de 15 minutos, eles observaram que praticamente todos os seres vivos tinham morrido nessa temperatura.

Por isso, o método é eficaz para eliminar as espécies invasoras que podem ficar nos equipamentos de esportes aquáticos ou em roupas e acessórios de mergulho.

Mas o Brasil não está livre da questão.  Por aqui, temos problemas sérios com a espécie africana de caramujo-gigante Achatina fulica, que transmite doenças e destrói plantações locais, e perdemos grande parte da biodiversidade de nossa flora por causa de pinheiros. Por enquanto, não conseguiremos eliminar os caramujos e os pinheiros, mas pesquisas desse tipo podem ser úteis para acabar com outras espécies invasoras.

O caramujo-gigante é comum na África, mas faz um baita de um estrago aqui no Brasil
O caramujo-gigante é comum na África, mas faz um baita de um estrago aqui no Brasil

Fonte: Science Magazine

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