Pesquisa evidencia embate entre cérebro e bússola

A bússola funciona daquele jeito que todo mundo conhece: a agulha sempre aponta para o norte. Perfeito pra quem tá fazendo treinamento dos Agulhas Negras no meio da selva amazônica ou entre os mosquitos do pantanal. Esse conhecimento mínimo permite também que saibamos em qual região da cidade estamos e para que lado, mais ou menos, está a região pra onde precisamos ir.

No entanto, podemos concordar que é no mínimo incômodo quando o GPS nos diz “siga a Oeste por sei lá quantos quilômetros”. Dá pra apostar dinheiro que a reação da maior parte das pessoas é “mas que p****, eu não tenho bússola no carro. Me fala o nome da rua ou do bairro!”. Belo Horizonte é um exemplo disso, em que a Zona Sul da cidade aponta pro sudeste da bússola, enquanto o próprio Sul é praticamente outra cidade.

Isso acontece porque as regiões do cérebro responsáveis pela memória e deslocamento não se baseiam exclusivamente em pontos cardeais da bússola, mas também na retenção da memória em relação à direção que a pessoa segue em relação ao ponto de destino. Ou seja, você pode estar indo para a Zona Leste da cidade, mas tudo depende do seu próprio norte, de saber para que lado está o destino.

Esse “ponto de conflito” foi detectado em um estudo onde voluntários foram colocados numa sala virtual e precisavam navegar para chegar aos quatro cantos. Quando foram solicitados que imaginassem o ponto de destino, os sinais emitidos pelo cérebro vieram com mais força das regiões de memória e decisão.

São estudos como este que fazem prevalecer aquela máxima cômica: “Todo mundo veio do Norte, depende do ponto de vista”.

Fonte: Science Magazine

+Tirar fotos do espaço virou brincadeira

 

Deixe seu comentário