Como o milho veio a se tornar o milho que conhecemos?

O milho está em todo lugar. Nos salgadinhos da merenda, nos carrinhos de ambulantes à beira-mar, na pamonha estocada no porta-malas de uma Marajó 87, na pipoca, na composição de cervejas vagabundas… não há limites para a presença de uma das espécies de grão mais populares do mundo.

O milho é um rockstar  da agronomia. E é por uma presença tão massiva em tantos aspectos diferentes da nossa cultura que podemos apostar que você, assim como toda e qualquer pessoa de bom senso, deve se perguntar pelo menos uma vez por semana: “mas peraí… de onde veio o milho e como ele se tornou o milho de hoje em dia?”

Acontece que o milho é um parente mais jovem de uma espécie de gramínea que cresce no centro do México e começou a ser domesticada entre 6 e 10 mil anos atrás. Os sabugos de milho mais antigos dos EUA estão no sudoeste e datam de mais de 3 mil anos atrás. Os cientistas especulam que a planta tenha migrado lentamente pela costa oeste do México até chegar no sudoeste americano, onde passou a ser plantada de forma mais organizada.

O fato é que o sudoeste americano é um lugar de terras altas e secas, tornando difícil seu cultivo. E com isso especula-se que fazendeiros tenham trabalhado formas diferentes de cruzar espécies de forma a conseguir variáveis mais resistentes do milho. Porém, os próprios cientistas admitem que ainda há um enorme vácuo de conhecimento sobre as origens do milho como o conhecemos.

Justo quando você pensava que o milho não podia ficar mais interessante.

Fonte: Science Magazine

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