Gatos e Gatões

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O gato doméstico evoluiu do gato selvagem do Oriente Próximo.

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Sábado à noite e você taí em casa, na maior tranquilidade, com seu gatinho Mefistófeles andando pra lá e pra cá, em cima, ao redor, por baixo e de fora a fora em algum móvel seu. Isso é algo que você jamais poderia fazer com um Gato Do Mato, o primo psicopata do tradicional gatinho doméstico. E olha que é difícil diferenciar numa olhada mais corriqueira.

Acontece que um grupo de geneticistas tá muito perto de encontrar o gene da domesticação felina. Porque conforme já aprendemos, os cães são um produto de lobos que se permitiram domesticar. Mas no caso dos gatos é diferente. Os felinos são notoriamente mais selvagens e antissociais do que a turma do latido. E o processo de domesticação é mais recente. Os cães convivem com humanos há cerca de 30 mil anos; enquanto os gatos há apenas 10 mil anos.

O mistério genético da domesticação foi identificado por Charles Darwin, que percebeu que espécies domesticadas de animais compartilhavam certas semelhanças em suas estruturas físicas e internas. De lá para cá, essa descoberta dos cientistas é o mais próximo que já chegaram de uma prova inquestionável de tal gene.

A tese dos geneticistas é de que o processo de domesticação dos felinos começou a partir do estabelecimento de vilas humanas. Com os humanos, vieram os roedores. Atraídos pelos roedores, adaptavam-se a novos indivíduos e territórios e os humanos os toleravam pelo serviço prestado ao comerem ratos. Alguns milhares de anos recompensando-os com comida pela utilidade e autonomia, e assim teria surgido os gatinhos perfeitamente domesticados que conhecemos hoje.

O estudo publicado, porém, classifica os gatos como animais semi-domesticados, o que causou divergência entre alguns cientistas. Mas aí é mais uma questão de usar os termos certos. E tem muito a ver com o dono do bichinho também.

Fonte: Science Magazine

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