Choque voluntário

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Quando o assunto é comportamento humano, existem duas abordagens de pesquisa. Uma é analisar padrões de comportamento diretamente ligados à biologia de todos nós. A outra é analisar as divergências comportamentais ligados a questões individuais. A primeira busca divergências em padrões. A segunda busca padrões em divergências.

No caso da segunda abordagem, os experimentos mais bizarros que o pesquisador pode conduzir são aqueles que envolvem noções quase que puramente individuais, como empatia, moral e tolerância. E um dos experimentos que engloba justamente isso é o do “choque voluntário”.

Nesse experimento, voluntários passam por uma bateria de decisões que envolve ou levar choques ou dar choques em voluntários anônimos. Em 1961, pouco tempo após a Segunda Guerra Mundial, os resultados foram muito pouco empáticos. Quando questionadas sobre dar ou não a última e mais forte descarga elétrica sobre uma pessoa anônima, 65% delas seguiu adiante e deu o choque “fatal”.

Mas o pessoal da psicologia em Oxford estava determinado a mostrar que o “choque voluntário” é um reflexo do tempo em que acontece. Assim, eles juntaram alguns voluntários e bolaram um sistema simples baseado em sofrer ou desferir choques em troca de dinheiro. Embora praticamente todos tenham aceitado dinheiro para dar choques em pessoas anônimas, a maior parte delas abriu mão de mais dinheiro para que a pessoa anônima sofresse menos.

Como se um estudo desse não fosse perturbador e desconfortável o bastante, agora imagina você lá, numa boa, fazendo sua pesquisinha do choque. Aí você vai analisar alguns resultados e descobre que tem um psicopata muito do assassino entre os voluntários? Deu até calafrio! ahaha

Fonte: Science Magazine

+Energia elétrica em câmera lenta

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