Coalas se refrescam em árvores

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Essa imagem termográfica mostra a diferença de temperatura entre uma árvore, um coala quente e o ar ambiente.

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Quando você vir um coala agarrado em uma árvore, não pense que ele está ali só se segurando para não cair. Na verdade, o bichinho também abraça o tronco para se refrescar.

A descoberta do zoólogo Michael Kearney, da Universidade de Melbourne, na Austrália, partiu de uma pergunta simples: por que os coalas gastam tanta energia trocando de árvores quando eles estão morrendo de calor e parecendo exaustos?

Segundo artigo publicado no site da revista Science, a suspeita era a de que os animais estavam em busca de lugares na sombra ou com brisa. Para testar esta hipótese, os pesquisadores usaram uma estação meteorológica em miniatura para coletar dados sobre o clima em torno e dentro do tronco de diferentes árvores.

Além disso, eles tiraram fotos térmicas de quatro das espécies de árvores mais usadas pelos coalas (3 tipos diferentes de eucaliptos e uma acácia australiana).

Eles perceberam que, enquanto os coalas escolhiam as acácias em apenas 5% do tempo em dias mais frios, quando a temperatura ultrapassava os 35°C, eles estavam agarrados nelas em quase 1/3 do tempo.

A preferência não pode ser explicada pela temperatura local, umidade ou velocidade do vento, já que as condições eram semelhantes nas quatro espécies de árvores. No entanto, a imagem térmica revelou o que estava fazendo a diferença.

Embora as quatro espécies tivessem o tronco mais frio que a temperatura do ar, nos troncos de eucalipto a temperatura era 2°C mais baixa enquanto nos troncos de acácia a diferença era de 7°C. Por isso os coalas preferem as acácias, para esfriar o corpo e evitar a perda de água.

A descoberta é importante porque pode impactar os esforços para a conservação dos coalas: ao tentar proteger ou recriar o ambiente ideal para os coalas, os cientistas precisam se atentar não só em árvores para que eles possam se alimentar, mas também em troncos mais frescos para que os animais possam sobreviver a ondas de seca e calor.

Fonte: Science

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