Ciência e tecnologia por trás da Copa do Mundo 2014


Estamos literalmente às vésperas da próxima Copa do Mundo de futebol, e enquanto os torcedores ao redor do planeta se preparam para a grande festa, os brasileiros encaram a difícil tarefa de receber as demais nações e realizar um evento espetacular em nosso país – sem deixar de torcer apaixonadamente pela seleção, claro!

Para não fazermos feio diante dos olhares internacionais, o Brasil vai contar com importantes aliados, dentre os quais nossa conhecida dupla de “craques”: ciência e tecnologia.

No próximo mês, entre um gol e outro, teremos a oportunidade de ver diversas novidades tecnológicas em campo para garantir o brilho do mundial. No próprio site oficial da Copa, por exemplo, é possível acompanhar algumas dessas pesquisas e inovações através da tag “ciência”, e abaixo você vai conhecer um pouco sobre algumas delas.

A gigantesca “experiência” começa durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira, com as apresentações artísticas e culturais que sempre trazem novidades na área. Mas o ponto alto do show provavelmente ficará guardado para o momento do pontapé inicial, quando um brasileiro com paraplegia, de identidade ainda não revelada, terá a oportunidade de levantar-se de sua cadeira de rodas para realizar o primeiro toque na bola desta Copa, dando inicio oficial aos jogos.

Milagre? Quase isso: nosso “Tony Stark” irá executar estes movimentos com a ajuda de um exoesqueleto, desenvolvido pelo médico Miguel Nicolelis e sua equipe com mais de 150 pesquisadores. A “armadura” futurista recebeu o nome “BRA-Santos Dumont”, em homenagem ao inventor brasileiro, e alimenta as esperanças de milhões de pessoas com paraplegia em todo o mundo.

O exoesqueleto é controlado pela atividade cerebral do usuário, e pela primeira vez na história também será capaz de permitir a quem o utiliza “sentir” o movimento e o contato com o chão, através de informações advindas de circuitos nos pés da estrutura.

Apesar da dificuldade de se fazer uma demonstração de robótica durante um evento do tipo, toda a equipe do Dr. Nicolelis está ansiosa e otimista com este pequeno e profundamente significativo passo.

Mas não pense que a tecnologia é só uma alegoria para “o maior espetáculo da Terra”! Depois que a bola rolar, a ciência ainda vai estar presente… inclusive na própria bola!

Na última edição da Copa, na África do Sul, a famigerada bola “Jabulani” chamou atenção (não só pelo nome estranho) e foi duramente criticada devido a efeitos inesperados que demonstrava quando estava no ar em alta velocidade.

A bola deste ano, nossa “Brazuca”, possui apenas seis “gomos”, contra 8 da Jabulani, 14 da Teamgeist usada na Copa da Alemanha em 2006 e 32 das bolas tradicionais. Além disso, possui emendas entre eles com quase o triplo do tamanho das de sua precursora sul-africana, aumentando a rugosidade – qualidade que tem sido apontada por especialistas como a mais importante inovação do modelo para evitar desvios imprevisíveis nos chutes.

A estrutura simétrica em forma de hélice de cada gomo pretende garantir mais estabilidade em campo, enquanto uma nova superfície especial se encarrega de promover mais aderência.

Só que por melhor que seja a “gorduchinha” do mundial, sempre existe o risco de um árbitro roubar a cena com um erro crucial como uma anulação de gol indevida. Para acabar com esta enorme frustração em massa a Fifa (finalmente) irá implementar pela primeira vez nesta Copa uma tecnologia para fiscalizar os gols eletronicamente.

Batizada de “Goal Line Technology”, o sistema instalado nos 12 estádios do torneio utiliza 14 câmeras de alta resolução para observar a bola durante um jogo (7 em cada gol), produzindo um total de 3.500 imagens de diversos ângulos  para definir se foi gol ou não com precisão milimétrica.

Cada vez que a bola atravessar a linha do gol, o juiz da partida vai receber um aviso em seu relógio de pulso, em menos de um segundo, e vai poder apitar a mudança no placar sem medo de errar!

Dá uma olhada no vídeo de apresentação dos fiscais eletrônicos:

 

E já que vamos utilizar tanta tecnologia científica de ponta para promover um belo (e justo) espetáculo, por que não utilizarmos alguns truques a nosso favor?

Em busca do hexacampeonato (ainda vai ter gente gritando “É TETRA!”, mas tudo bem…), a seleção brasileira vai contar com um dos centros de treinamento mais modernos do mundo.

A partir de exames individuais de suor e urina será desenvolvida uma bebida isotônica específica para reposição de líquidos durante treinos e jogos. As garrafinhas dos jogadores serão individuais com o isotônico personalizado para obter maior hidratação.

Uma piscina parcialmente transparente foi construída para permitir que a equipe de fisioterapeutas, médicos e preparadores físicos observem o movimento dos jogadores embaixo da água durante exercícios específicos.

As sessões de crioterapia, utilizadas na preparação de copas anteriores, utilizam banheiras de hidromassagem com temperatura entre 5 e 10º C para relaxamento e regeneração das fibras musculares.

E para fortalecer a musculatura e prevenir lesões nas articulações, os jogadores brasileiros vão caminhar sobre um circuito de água rasa forrada com quatro tipos de pedras, com texturas e tamanhos diferentes.

A rotina de treinamentos se complementa com um acompanhamento nutricional individual minucioso das seis refeições diárias de cada atleta. O cardápio inclui proteínas e carboidratos para acelerar a recuperação das calorias perdidas durante os exercícios, aminoácidos para prevenir lesões musculares e creatina para garantir a força muscular.

O vídeo abaixo explica um pouco mais sobre o nosso laboratório de craques:

Com tanta novidade tecnológica envolvida nesta Copa do Mundo até o mais nerd dos apaixonados por ciências vai entrar no clima.

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