É possível ter uma refeição saudável no fast-food?


Recentemente um prato não muito divulgado no cardápio brasileiro do McDonald’s, uma das maiores redes internacionais de fast food, causou certa repercussão na imprensa e redes sociais. A lanchonete, famosa por seus lanches industrializados e pouco nutritivos, quem diria, possui uma opção “secreta” em seu menu que destoa um pouco da sua linha de produtos: arroz com feijão.

Em alguns dos 119 países do mundo em que está presente, a empresa oferece lanches especiais, adaptados aos gostos do mercado local. Na Índia, onde a vaca é considerada um animal sagrado, os sanduíches são feitos apenas com vegetais ou carne de carneiro. Já para conquistar o paladar dos japoneses, a lanchonete incluiu um lanche feito com camarão.

No caso do Brasil, contudo, a combinação clássica nacional, base da alimentação dos brasileiros, foi inserida devido a uma denúncia sindical feita ao Ministério Público do Trabalho de que o estabelecimento não ofereceria opções tradicionais e saudáveis de refeições para seus funcionários. Para evitar uma eventual polêmica sobre servir alimentos diferenciados e exclusivos para seus trabalhadores, os “pratos executivos” foram disponibilizados também ao público – apesar de não receberem nenhuma divulgação (a menos que solicitado, o cardápio fica guardado no balcão) – ao custo de R$ 23.

Essa ideia de que se alimentar exclusivamente de fast food pode ser prejudicial à saúde não é novidade. Em 2010, no Rio Grande do Sul, a operadora do McDonald’s foi obrigada a indenizar um ex-gerente, que teria engordado 30 quilos ao longo do emprego na rede.

Nos Estados Unidos, onde a cultura dos “lanches rápidos” é ainda mais forte, a polêmica sobre os possíveis efeitos prejudiciais à alimentação deu origem ao documentário “Super Size Me” produzido e lançado por Morgan Spurlock em 2004.

A proposta do filme era revelar o que acontece – física e psicologicamente – quando alguém se alimenta exclusivamente na lanchonete durante 30 dias. Ao fim da experiência, Spurlock ganhou mais de 10 quilos, deixando seu índice de massa corporal em 27 (caracterizando “sobrepeso”) e também enfrentando mudanças de humor, disfunção sexual, e danos ao fígado.

Para quem ficou interessado, o documentário está disponível na íntegra com legendas em português no YouTube:

Mas não pense que esta é a conclusão final sobre o assunto!

Apesar de ser cientificamente comprovado que uma vida saudável só é possível com alimentação nutritiva e balanceada, os ataques e acusações ao McDonald’s muitas vezes podem ser exagerados ou mesmo injustificados. Como mostra esta piada que circula na internet com o título “lógica materna”:

Para tirar a prova, um professor de Ciências quis conceder à lanchonete uma nova chance.

Reproduzindo o experimento anterior de “Super Size Me”, ele iria se submeter à “McDieta”, contudo, ingerindo apenas a quantidade de calorias recomendada e praticando exercícios físicos regularmente. O resultado? A “cobaia” humana perdeu peso e ainda teve seu colesterol reduzido. Confira na reportagem abaixo:

A conclusão que podemos tirar dessa história toda parece bem clara: apesar de todas as opções aparentemente suculentas que as redes de fast food nos oferecem, sempre é possível fazer escolhas saudáveis – mesmo que dê um pouco mais de trabalho…

Até porque, em excesso, até água pode fazer mal!

Fonte: Uol | G1 | YouTube

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