O futuro do mouse nas nossas mãos


Sem querer magoar os sentimentos dos nossos fieis companheiros caninos – e mesmo com tantas fotos e vídeos de gatinhos fofinhos – na área da informática, o melhor amigo do homem é o rato. Ao contrário dos portugueses que traduziram o termo, nós brasileiros nos acostumamos a chamá-lo de mouse: o periférico que completou o sistema de controle dos microcomputadores fazendo dupla com o teclado.

Quem inventou a solução que nos permitiu “manusear” sistemas operacionais com maior precisão, o mouse e sua representação virtual, o cursor exibido na tela, foi Douglas Engelbart, da empresa americana Xerox. Sua vida provavelmente teria sido bem mais difícil sem estes primeiros testes, lá em 1964, onde tudo começou…

O protótipo (com partes de madeira, vejam vocês!) quase foi engavetado mas felizmente a ideia foi adquirida pela Apple de Steve Jobs, que a aprimorou e a transformou num produto comercial mais parecido com o que conhecemos.

Uma das inovações relevantes foi a mudança da aparência da “setinha” do cursor para este modelo inclinado para a esquerda , provavelmente imitando a posição da nossa própria mão (direita, já que destros são maioria) ao apontar para pontos específicos da tela. Você pode até perdê-la de vez em quando pela tela, mas com certeza a visibilidade do primeiro modelo vertical era muito pior:

Além do movimento, apontar, clique, duplo-clique e até a complexa função de clicar-e-arrastar, o passar dos anos trouxe aos ratinhos botões adicionais, formatos anatômicos, sensores óticos (alguém lembra como era jogar games de tiro em primeira pessoa com mouses de bolinha?) e a bendita rodinha de “scroll” (rolagem) que revolucionou a navegação na internet.

 

 

Para evitar a LER (lesão por esforço repetitivo), novos modelos foram desenvolvidos com interações alternativas com a mão humana, como canetas, manches, esferas, luvas, etc. Mas o fato é que até hoje muitos nerds continuam a desbravar a internet de seus computadores com as mãos em seus adoráveis roedores eletrônicos. Ele só não é mais uma ferramenta exclusiva.

Avanços tecnológicos diminuíram o tamanho das máquinas e nos permitiu o milagre da mobilidade. Novamente a criatividade dos gênios desenvolvedores nos trouxe soluções compactas como o touchpad dos notebooks e a “miraculosa” touchscreen com a interação executada diretamente na tela, enquanto novos avanços revelavam a “bruxaria” dos sensores de movimento como o Kinect, da Microsoft.

Este vídeo de demonstração de uma tecnologia semelhante, chamada Leap Motion, nos faz lembrar filmes futuristas como “Minority Report”:

Outra tecnologia recém-lançada que pode revolucionar as possibilidades da informática é esta sensacional “engenhoca” do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) chamada de inFORM, que permite ao usuário, dentre inúmeras aplicações, manipular objetos a distância.

Através do movimento capturado pelo sensor, é possível acionar quase instantaneamente 900 pinos de poliestireno que se esticam em até 10 cm para criar formatos e interagir com objetos. Confira o funcionamento e aplicações do mecanismo no vídeo abaixo:

Já pensou quantas coisas podem ser feitas a partir dessa ideia?

Até lá, se você é daqueles que gosta de acumular peças de computador e outras velharias eletrônicas, clique aqui para conferir 10 dicas bacanas para reaproveitar este material!

Fontes: Update Or Die | Meio Bit

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