A magia colorida dos arco-íris


Mesmo se comparado às maiores belezas da natureza, o fenômeno óptico e meteorológico conhecido como arco-íris se destaca.

A revelação das cores existentes na luz parece magia, mas obviamente trata-se de um fenômeno explicado pela física: quando existe certa quantidade de gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador, no ângulo propício, é possível observar o arco colorido (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta), resultado da dispersão da luz causada pela sua refração e reflexão nas diversas partículas.

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Não por acaso o fenômeno exerce certo fascínio sobre os humanos, desde sua aparição bíblica simbolizando a “Aliança” de Deus com os seres vivos do planeta após o dilúvio enfrentado por Noé, até os dias recentes, com novas e surpreendentes manifestações sendo flagradas por câmeras e satélites modernos. Vale mencionar também as lendas sobre uma possível recompensa (geralmente fala-se em um pote de ouro) oferecida a quem encontrar a extremidade de um arco-íris, bem como sua popular utilização nas bandeiras dos movimentos favoráveis à diversidade sexual e de gênero.

Mas a história da admiração humana ao espectro colorido ficou marcada para sempre com a reação emocionada do adestrador de cães Paul Vasquez ao avistar um raro arco-íris duplo (que lhe rendeu o apelido “Double Rainbow”), durante um passeio no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, Estados Unidos, em 2010:

Apesar de não ser exatamente comum, parte do mérito pela enorme repercussão do vídeo se deve à genuína emoção transmitida pelo Sr. “Double Rainbow”, afinal, nós mesmos conseguimos recentemente flagrar um arco-íris duplo atravessando o céu de São Paulo.

Claro que rolou foto pro Instagram:

Muito mais raros que os “simples” e “duplos” são os registros de arco-íris terciários  e quaternários, respectivamente com três ou quatro arcos, claro. Dadas as condições necessárias para que ocorram, é muito difícil testemunhar o acontecimento de tais fenômenos – e quase impossível conseguir visualizá-los.

A fotografia abaixo flagrou, pela primeira vez na história, um arco-íris quádruplo. Contudo, como se formam do mesmo lado do céu em que está o sol, só é possível perceber a presença de dois dos quatro arcos:

Quando incide em gotas d’água de diferentes tamanhos e formatos, a luz pode proporcionar outro fenômeno raro: os arco-íris gêmeos ou geminados. Diferentemente dos arcos duplos, que apresentam-se concêntricos, os gêmeos são arcos separados que parecem ter origem numa mesma base. A foto abaixo mostra ambos fenômenos ocorrendo ao mesmo tempo:

Outros fenômenos ópticos, igualmente ou mais raros ainda, apresentam-se para intrigar e encantar os seres humanos. Quando a refração, ao invés de gotas de água, ocorre em cristais de gelo contidos nas nuvens, pode-se perceber um halo em volta do sol:

Em uma reunião de circunstâncias ainda mais improváveis, quando os raios solares atingem de certa forma específica nuvens formadas por gotículas pequenas de tamanho quase uniforme, revelam-se os espetaculares “arco-íris de fogo”, também conhecidos como “nuvens iridescentes”:

E obviamente não poderíamos deixar de mencionar as auroras polares, percebidas (como o próprio nome diz) nas latitudes extremas do planeta, causadas pelo impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre:

No começo deste ano, a sonda espacial Venus Express da Agência Espacial Europeia (ESA), fotografou na atmosfera do planeta Vênus (a 70 km da superfície) o primeiro arco-íris alienígena de que se tem notícia:

Diferentemente do formato em arco a que estamos habituados a ver em nosso planeta, o fenômeno óptico percebido no planeta vizinho é conhecido como “glória”, e se caracteriza por uma série de anéis concêntricos coloridos centrados em um núcleo brilhante.

No planeta Terra, a “glória” só pode ser percebida acima das nuvens, em aviões ou montanhas. A diferença é que, em Vênus, as partículas não são de água, mas de ácido sulfúrico.

Radical como as últimas descobertas da ciência, só mesmo o jeito que esta “jovem donzela indefesa” inventou para produzir o seu próprio arco-íris… com uma escopeta!

Quem não tiver uma arma ou a sorte de encontrar um arco-íris para alegrar o dia ainda pode tentar este drink mágico na hora do happy hour

Já os que dispensarem a bebida, podem tentar voltar pra casa desse jeito, organizando o trânsito por ordem de cores dos carros:

Er… bem… acho que nos empolgamos um pouco demais com essa coisa da magia das cores, mas também, como não ficar abobalhado com os fenômenos ópticos da natureza??!

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E aqui, se quiser levar a coisa adiante e saborear um belo macarrão de arco-íris!!

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